GERAÇÃO PRÉ-ADÂMICA

quarta-feira, 4 de abril de 2012

OVO OU ERVAS AMARGAS? NENHUM DOS DOIS! A VERDADEIRA PÁSCOA!




A Páscoa foi instituída pelo Senhor Deus antes de derrubar sobre o Egito a úl­tima de suas dez pragas: a morte de todos os primogênitos. Ao examinar­mos o texto de Êxodo 12:1­-14 notamos que esta impor­tante cerimônia passou a mar­car o início do ano para os judeus. Era o mês de Nissam (março e abril do nosso ca­lendário), de um calendário lunar e baseado em festas re­ligiosas.

Cada família devia prepa­rar um cordeiro (ou cabrito) jovem, sem defeito e seu san­gue devia ser colocado nos umbrais e nas vergas das por­tas. Nos anos seguintes este sangue era colocado no altar. A carne devia ser assada, não cozida, sendo consumida com pão não levedado (matsá) e com ervas amargas. Essas ervas amargas podiam ser: rábano silvestre, alface romana, chicória ou hera de palmeira. Qualquer possível sobra deveria ser queimada no dia seguinte.

Os Judeus deviam comê-la com as cinturas cingidas, sapatos nos pés e bordões nas mãos, representando, a forma apressada com que o povo deixou o cativeiro no Egito. O Senhor Deus pas­saria através do Egito naque­la noite e mataria todo primogênito no Egito (ho­mem e animal) e o sangue do cordeiro pascal seria um si­nal nas casas e nestas não haveria praga mortal quando o Senhor realizasse atos de julgamento contra todos os deuses do Egito. A Páscoa devia ser celebrada todos os anos pelos judeus.




O Comércio Pascal

A Páscoa sempre foi con­siderada o símbolo de uma nova vida, e o ovo pascal já era conhecido pelos judeus com a mesma simbologia. O ovo aparece na mitologia pagã, com as histórias do Pássaro-Sol saindo do Ovo Mundial. A pintura dos ovos com cores vivas simboliza as cores trazidas pelo Sol na Primavera. A tradição dos ovos decorados chegou à Europa na Idade Média, le­vada pelos cruzados - era prática comum entre egípci­os, persas, fenícios, gregos e romanos pintar ovos para oferecê-los como presente em seus festivais de Prima­vera.

No século XVII, o papa Paulo V abençoou um simples ovo a ser usado na In­glaterra; Escócia e Irlanda. Na Alemanha, é antigo o cos­tume de dar ovos de Páscoa às crianças, junto com outros presentes.

O coelho de Páscoa é uma versão moderna de um símbolo pascoalino muito antigo: a lebre (parente do coelho) animal consagrado para a deusa Eostre, deusa da primavera; as pessoas colocavam ovos em cestas semelhantes  à ninhos em honra desta falsa divindade. Tal animal simbolizava a fertilidade. Era também associado à abundância de vida. No século XVIII, colonizadores alemães levaram para os Estados Unidos a idéia dos coelhos de Páscoa. O costume de procurar os ovos de Páscoa foi iniciado por uma duquesa alemã, ao dizer que os brilhantes ovos de Páscoa tinham sido deixados pelos coelhos para as crianças, que tinham como passatempo encontrá-los.

"Theobroma" é o nome dado pelos gregos ao "ali­mento dos deuses", o choco­late. "Theobroma cacao" é o nome científico. Quem o ba­tizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753. Os Maias e os Astecas conside­ravam o chocolate sagrado, assim como o ouro. Na Eu­ropa chegou por volta do sé­culo XVI, tornando rapida­mente popular aquela mistu­ra de sementes de cacau tor­radas e trituradas, depois jun­tada com água, mel e farinha. O chocolate foi consumido, em grande parte de sua his­tória, apenas como uma be­bida. Chega o século XX, e bombons e os ovos de Pás­coa são criados na década de 50. Hoje sabemos que a ven­da de produtos da páscoa (ovos de chocolates, columbas e outros tipos de chocolates) representam um grande comércio, inclusive sendo pesadamente taxado pelo governo brasileiro (38%). Ou seja, de cada R$ 10,00 em produtos pascais, R$ 3,80 são para impostos. O comércio fala mais alto que a data em si.






A Páscoa Cristã


Para nós, cristãos protestantes, ter uma compreensão correta da Páscoa é em muitos aspectos um desafio.

Muitos que se dizem cristãos dão e trocam ovos de chocolate para, pricipalmente, as crianças! Outros, para combater esta prática, come­çam a "celebrar cerimônias com cordeiros e verduras amargas"; o que nada mais é do que "judaizar" a Páscoa.

Mas, qual deve ser o ver­dadeiro sentido da Páscoa para o cristão, mormente o crente avivalista? A mensa­gem da Páscoa deve enfatizar um túmulo vazio em um jar­dim de Jerusalém. (e não os descobertos na década de 80 e tidos pelo diretor de cine­ma americano James Camerom como sendo o de Jesus e sua família! “Mais um Titanic que afunda!”). Maria Madalena pensou se tratar de um roubo; os discípulos não se lembraram das palavras do Senhor. Mas os anjos enfatizaram: "Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia" Lucas 24:6

Creio que biblicamente aqui está o verdadeiro senti­do da Páscoa para o Cristão. Deus não permitiu que o seu Santo visse a corrupção; o Senhor entregou sua vida para tornar a torná-la de novo e a pior inimiga da raça hu­mana foi interrogada: Onde está ó morte a sua vitória? Quando o Senhor deixou a tumba de José de Arimatéia naquela manhã de Domingo, nenhuma dúvida permane­ceu: o Filho de Deus nos li­gou novamente a seu Pai.
O pão sem fermento usa­do na cerimônia representa a ausência do pecado na vida do cristão: "Joguem fora o velho fermento do pecado para ficarem completamente Puros. Aí vocês serão como massa nova e sem fermento, como vocês, de fato, já são. Porque a nossa Festa da Pás­coa está pronta, agora que Cristo, o nosso Cordeiro da Páscoa, já foi oferecido em sacrifício. Então vamos co­memorar a nossa Páscoa, não com o pão que leva fermen­to, o fermento velho do pe­cado e da imoralidade, mas com o pão sem fermento, o pão da pureza e da verdade." (I Coríntios 5:7 e 8)

Portanto esta deve ser a men­sagem proclamada: o vazio do túmulo significa vida, vi­tória sobre a morte, liberta­ção dos pecados; é o vazio que nos fez plenos de toda a graça de Deus. Hoje, a igre­ja de Cristo tem a responsa­bilidade de compartilhar essa mensagem de vida.

É isso aí!



Um comentário:

  1. Edson
    Parabéns meu querido, é bem isso mesmo que devemos nos lembrar, i e comemorar, se cristo já fez o sacrificio por nós, então como Ele mesmo disse ao morrer, Está consumado.

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