GERAÇÃO PRÉ-ADÂMICA

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

DAR O DÍZIMO É LÍCITO E BÍBLICO NOS DIAS DE HOJE?



 Uma doutrina não precisa ser repetida nos escritos neotestamentários para ser validada. Aliás, o Antigo Testamento eram as Escrituras usadas pelos apóstolos e na qual respaldavam seus ensinos. Encontramos, porém, no Novo Testamento, o ensino do dízimo abordado de outra forma, nos argumentos em favor de uma visão mais exaltada do ministério cristão e seu direito à justa remuneração. Como o dízimo subsistia, anteriormente, sem a lei levítica, como já foi visto, persevera após ela.

Na epístola aos Hebreus, capítulo sete, menciona-se a exclusividade dos levítas para recolher o dízimo dentro do sistema Mosáico. O autor de Hebreus aproveita a oportunidade para chamar a atenção de que em Abraão (antepassado dos levítas) Levi, havia dado os dízimos para um sacerdócio superior, instituído por Deus. Mequizedeque é representante do sacerdócio de Cristo, superior ao aarônico e levita. Aqui, mais uma vez, o dízimo é mencionado em sua anterioridade ao sistema levítico e é declarada a sua natureza sagrada e exclusiva para o ministério, servindo inclusive, para identificar a importância do ministério não levítico de Mequizedeque, pois que esse recebeu dízimos do próprio Abraão. Embora não seja o propósito direto da passagem em questão, somos levados a pensar, se, os dízimos dados a Mequizedeque, não apontam para o princípio da manutenção sacerdotal que passa por Moisés, chega ao NT e permanece até os dias atuais, lembrando que o atual ministério é uma extensão, na Terra, daquele que está sendo desenvolvido pelo Salvador no Santuário do Céu. Não é o ministério da igreja, por meio dos que “vivem do evangelho”, uma extensão do ministério salvador de Cristo? 

O fariseu, estrito cumpridor da Lei, não esquecia de devolver seu dízimo fiel, mesmo que fosse “do endro e do cominho” (Lc 18:12). Embora sua negligência da justiça, misericórdia e fé merecesse a reprovação de Jesus, o Salvador não deixou passar a oportunidade para reiterar o princípio da fidelidade nos dízimos: “fazei estas coisas sem omitir aquelas”. Ou seja, “não use o dízimo para negligenciar a misericórdia, não use a misericórdia para negligenciar o dízimo” (Lc 11:42; Mt 23:23). Uma advertência do próprio Salvador contra a religião unilateral.

Interessante notar que, os fariseus acusavam Jesus de muitas coisas, porém jamais de não ser dizimista ou pregar contra esse sistema. Esse aspecto se torna mais relevante quando é lembrado que o Salvador condenava a avareza dos fariseus (Mt 23:14, 16, 17; Lc 16:14), descritos nos Evangelhos como uma elite cultural e religiosa da época (Mt 23:2). Além disso, suas disputas pelos cargos sacerdotais e as corrupções decorrentes não foram suficientes para impedir de Jesus de fazer o apelo pela lealdade do dízimo: “fazei estas coisas”.

A defesa de Paulo para a remuneração dos ministros do evangelho, tem sua base argumentativa nos textos do AT que se referem às entradas que mantinham os sacerdotes (1Co 9:6-14). Segundo ele:

1) Havia apóstolos que não trabalhavam secularmente (v. 6).

2) Pagar ministros era uma prescrição da lei (v. 8 e 9), e esta o fazia pelo sistema de dízimos (Nm 18).

3) O verso 13, diga-se, é uma referência direta do dízimo. Pois baseia seu apelo para o pagamento de ministros da igreja no direito dos sacerdotes e levitas que tinham seu sustento garantido pelo dízimo, a principal de suas entradas. Afinal não eram os sacerdotes e levitas os únicos que se podiam achegar ao altar e prestar o serviço sagrado no Templo (Nm 18:20-26)?

4) Essa parte, devida aos sacerdotes, é um direito do qual já estavam fazendo uso (vv. 10 e 12).

5) O mesmo sistema deve ser usado para os ministros do evangelho (v. 14).

6) Um direito do qual Paulo abriu mão (1 Co 9:12, 15), entre os coríntios (2Co 11:7), mas por causa da contestação do seu apostolado (2Co 11:5, 6) e para não dar ocasião aos falsos apóstolos (2Co 11:8 a 13), no entanto usou desse direito aceitando salário de outras igrejas (2Co 11:8).

7) Esse é um direito tão natural, segundo o apóstolo, como de alguém que planta uma vinha (1Co 9:7; Dt 20:6) e dela cuida (Pv 27:18).


Além disso, pagar os pastores é justo, especialmente aos que servem na pregação e no ensino (1Tm 5:17-18). Deve ser feito de tal maneira que não desperte ganância (1Pe 5:2). Afinal, o objetivo é que o pastor, pago pela igreja, não se embarace com as coisas desta vida e assim, sirva bem à causa de Deus (2Tm 2:4).

Vê-se pois, que, mesmo antes de Moisés, o sistema de manutenção dos ministros de Deus era basicamente pelo dízimo; assim foi durante a teocracia em Israel para a manutenção dos levitas e sacerdotes do Templo de Jerusalém; foi sancionado por Jesus; a manutenção dos ministros do evangelho foi defendida por Paulo usando a linguagem e as idéias do sacerdócio levítico do AT; e, uma vez que a Bíblia não apresenta nenhum outro sistema, parece lógico concluir que esse é o plano que deve ser usado hoje em dia na igreja. Qualquer outro sistema assume a condição de uma criação meramente humana tentando substituir o plano de Deus.



É isso aí!

5 comentários:

  1. Wellington, a paz de Cristo!sebre esse seu post tenho algumas considerações:O dízimo não foi antes da lei.O episódio de Abraão com Melquesedeque, não se pode considerar como dízimo ao qual se vê, no velho e no novo testamento.Abraão deu 10% de um imposto que era cobrado na época, quando se passava nas terras alheias, eram cobrados esses impostos,Há de se considerar que Abrãao deu dízimo dos despojos de guerra(dízimo de sangue), deu uma única vêz, e devolveu o restante ao antigo dono.Não era de suas posses, inclusive, despojo também incluíam:homens, mulheres e crianças...por esses aspectos não devemos considerar dízimo como conhecemos...Se realmente deve se pagar dízimo hoje, por ter sido feito antes da lei, é necessário, também praticar a circunçisão e a guarda do sábado, que eram antes da lei.Na passagem de Hebreus, capítulo 7,12 diz claramente que na mudança de sacerdócio, muda se, tanbém a lei!No que diz respeito a ICo 9, Paulo está fazendo sua defesa de ser um Apóstolo, que eram aqueles que iam de cidade em cidade, e até de países à países, por esse motivo teríam autoridade receber sustento, mas Paulo abriu mão para dar exemplo!sabe qual?trabalhando com suas próprias mãos teria galardão!Sabe o que isso significa?Que quando o pastor recebe salário, já recebeu seu galardão!E quando estiver frente à Jesus, na consumação dos séculos, o que terão para dar?Pastor não pode receber salário, pois ajuda numa igreja institucional local, não tem gastos extras, tem que trabalhar como qualquer pessoa!Dígno é o obreiro do seu salário, Jesus explica qual é a remuneração:Lc10,7"E ficai na mesma casa COMENDO E BEBENDO do que eles tiverem, pois DIGNO É O OBREIRO DO SEU SALÁRIO"Sustento é o salário, porque Deus bem sabe que o dinheiro corrompe o homem!

    Abraços
    Roberto Nogueira
    nogueirapi@hotmail.com

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  2. Wellington, sabia que a igreja primitiva não davam dízimo?Isso só começou `ser praticado em meados de 777dc, com a pressão católica, onde Carlos Magno cedeu e autorizou a cobrança!Até, então, os crentes não davam dízimo,por saberem que dízimo. casa do tesouro, altar, sacerdote,guarda do sabado, templo, etc...já não existe mais!

    Abraços

    Roberto Nogueira

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  3. Meus caros irmãos. Não venho, por esta, fomentar ou inflamar esta desdita; apenas retorno ao assunto que foi postado. Pode ser que não haja obrigação de se pagar o dízimo. Mas, se frequentamos um lugar, quer seja igreja católica, presbítera ou um simples centro espírita, e , convenhamos que para nos reunir( em qualquer lugar) necessitamos de pagar alugueres devidos, conta de luz, de água, manutenção em aparelhos ( caso existam ) , seria simplesmente de ordem do párocro, ou do umbandista, ou do chefe de terreiro?
    Ou do padre?
    Cabe , creio eu, que cada um tenha a certeza de estar fazendo algo bem feito, e, assim, não precisará se comparar com outras pessoas...
    E isso está escrito..
    Sem mais , subscrevo-me.

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  4. O PASTOR que não consegue seguir a OBRA DE DEUS em sua igreja, sem A PRATICA DO DÍZIMO. Só tem uma resposta. A IGREJA que ele pastoreia, não é PLANO DE DEUS, e nem da sua vontade, pois se fosse de fato uma CASA DE ORAÇÃO como diz a sua PALAVRA, esta é SUPRIDA de todas as NECESSIDADES pelas OFERTAS DE AMOR das OVELHAS DO SENHOR. Alguém DUVIDA disso? Hoje igrejas são abertas aos montões, a cada esquina abre-se uma, mais a FINALIDADE é a SALVAÇÃO, a finalidade é o LUCRO FÁCIL.

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  5. O PASTOR que não consegue seguir a OBRA DE DEUS em sua igreja, sem A PRATICA DO DÍZIMO. Só tem uma resposta. A IGREJA que ele pastoreia, não é PLANO DE DEUS, e nem da sua vontade, pois se fosse de fato uma CASA DE ORAÇÃO como diz a sua PALAVRA, esta é SUPRIDA de todas as NECESSIDADES pelas OFERTAS DE AMOR das OVELHAS DO SENHOR. Alguém DUVIDA disso? Hoje igrejas são abertas aos montões, a cada esquina abre-se uma, mais a FINALIDADE é a SALVAÇÃO, a finalidade é o LUCRO FÁCIL.

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